Nossa Lição de casa Sabemos que ciência de modo geral caminha a passos largos (daria para escrver uma bíblia a esse respeito) e sabemos tirar bom proveito disso. A prova são celulares com mp3 players, GPS, etc., as calculadoras com alto poder de resolução de problemas, o aumento exponencial da velocidade dos computadores com o passar dos anos, dentre inúmeras outras facilidades que a tecnologia nos proporciona, chegando até a interferir no nosso tempo de vida. E vamos além. Parte do que era ficção agora é passado ou questão de tempo (não vejo a hora de sair a máquina de viajar no tempo, tenho uma poupança guardada só para comprar isso. rs) Crer na ciência (guardada as devidas proporções) é algo fácil, pois cada vez mais os resultados aparecem. Essas conquistas são facilmente alcançadas pela grande maioria, apenas e tão somente porque não dependem de nós, basta que tenhamos dinheiro para comprá-las ou paciência para esperar baixar o preço, se fizer moda (dá pra fazer crediário também). O fato é que existem tarefas que ninguém pode fazer por nós e vejo um sério problema aí. As respostas para as perguntas mais importantes de nossa vida não podem ser compradas, muito menos estão nos best-sellers em todas as livrarias do país. Perguntas como: O que fazer da vida? Quem realmente sou? O que me faz feliz? Como ser melhor? só podem ser discutidas pessoalmente por si só (imagina, nada redundante!). A própria filosofia, que é a ciência da sabedoria, não pode nos ajudar muito nesse aspecto. Parece haver uma barreira muito bem definida entre o saber individual e o saber coletivo (quando alguém descobre, publica e todo mundo pode fazer igual). A diferença pode ser facilmente definida. O saber coletivo é esse que buscamos nos mestrados, doutorados e/ou coisa que valha. São comportamentos do mundo (natureza), comum a todos os seres, mesmo que não saibamos disso. Aqui buscamos entender melhor o mundo para tirar melhor proveito dele, sendo na previsão de fenômenos ou na sua alteração. Quem tem bastante desse conhecimento, é capaz de resolver problemas mais complexos, pois tem mais ferramentas para manuseá-las. Normalmente possue padrões de vida melhor, que a maioria, já que sua capacidade de resolução de problemas (ALHEIOS) é maior. O saber individual trata de um universo igualmente infinito e tem relação direta com as experiências vividas e aprendidas (não necessariamente nessa ordem). Pode ser medido através dos valores adotados para a vida de cada um ou também como a pessoa trata os outros e as coisas a sua volta. Não necessariamente possuem maior poder aquisitivo, mas as pessoas gostam de estar ao seu redor e deve (?!?! rs) ter mais amigos verdadeiros (que possuem os mesmos valores). A diferença entre saber individual e coletivo fica muito clara quando colocamos dois sujeitos submetidos as mesmas condições, como por exemplo, uma imagem de uma mulher. A ciência pode identificar ativação no cortéx visual, verificar como a luz atravessa as passíveis membranas do cristalino, como o nervo optico conduz isso até o cérebro, etc ... Até aí tudo funciona razoavelmente igual nas duas pessoas, tomando se como premissa que ambas não possuem problemas de saúde. O fato é que para cada pessoa essa imagem terá uma interpretação diferente. Um pode lembrar da mãe ou um amor perdido e ficar extremamente emocionado, podendo até chorar. Outro pode ficar com extrema raiva pelo fato de não poder conhecer a mulher da foto ou dependendo do grau de testosterona do sujeito, ficar excitado. Tudo pode acontecer! Evidentemente, a resposta do organismo será diferente para cada interpretação e TODO o corpo responderá ao que foi processado na misteriosa caixa preta da mente de cada um. Essas coisas a ciência não pode prever, pois não consegue tratar. Cabe a cada um descobrir-se e com isso viver melhor. Vivemos cada vez mais, mas infelizmente cada vez menos não sabemos o que fazer com nossa vida. Conhecer a si mesmo, do nosso clássico Sócrates nunca esteve em tanta evidência e tão fora de moda. Vejamos abaixo um parágrafo de um dos diálogos (livro:Fédon) de Sócrates (469–399 a.C.!!!). Eu, de minha parte, não disponho de tempo para sua empresa e digo-lhe o porquê, meu amigo. Eu não pude, até esse momento, conhecer-me a mim mesmo", como a inscrição em Delfos recomenda e enquanto durar essa ignorância, parece me ridículo investigar por assuntos remotos e alheios. Consequentemente, não me preocupo com tais coisas, mas aceitos as crenças correntes sobre elas e dirijo as minhas investigações,como acabei de dizer, a fim de descobrir se sou de fato uma criatura mais complexa e inflada de orgulho como o próprio Tifão, ou um ser mais gentil, mais simples, que os céus abençoaram com uma natureza serena e não Tifônica.
Espero que tenha sido tão bom pra vc, quanto foi para mim 
Escrito por Franklin às 22h35
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